Inland See
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A melhor metamorfose é aquela que acontece em casa. Muitas bandas mudam por causa das suas colaborações - dentro ou fora de casa, isto é, as que acontecem activa ou passivamente - e evoluem à pala dessas brisas de vento que acontecem, sejam ocasionais ou não. Os Bitchin Bajas colaboram muito, estão envolvidos em imensos projectos e desafiam-se enquanto unidade de grupo e, também, na actividade de cada membro do projecto. Eis onde nos apanham na curva, os Bitchin Bajas parecem mudar, evoluir, por causa deles mesmo. O que fazem fora do núcleo dos seus discos parece não interessar para o que farão no passo seguinte. É, à falta de melhor ideia, um sentido de missão. Missão de perceber o que aconteceria se neste momento na história algo tivesse tomado uma outra direcção ou, no caso de "Inland See", o que acontece se abandonarem a ideia de kosmische, despachar a ideia de "synths a flutuar" e incorporar o jazz - que já vinha de outros álbuns deles - como força que segura isto tudo mesmo que, volta e meia, isto não soe a jazz e até seja meio cheesy? Acontece um álbum que é um deleite ouvir. Hoje em dia parece que para um álbum ser bom, tem de ser melhor; ou que para um álbum ter atenção tem de ser algo excepcional. "Inland See" é um álbum que dá muito prazer ouvir. Mesmo muito. Não vai ser um clássico; não é para ser dos melhores do ano; não é para ter grandes realizações pessoais. É só música do caraças, positiva, frontal e relaxada (a desbunda balearico-sad de "Reno" é grande amiga para estar em repeat) e feliz por existir. A verdade é que, na maior parte dos dias, a banda-sonora do dia-a-dia só precisa de ser agradável, deixar-nos felizes e não ter qualquer tipo de limpeza de alma molecular. A grande lição de "Inland See" é que podemos só gostar de música absurdamente bem-disposta, feliz, tocada pela ideia de que amanhã soará exactamente ao mesmo, sem segredos. E depois também. E depois. E depois sigam a conduzir com "Graut" a tocar nas colunas do carro. As vossas viagens serão muito melhores. Hoje não têm de ser os melhores do mundo. Só têm de ouvir "Inland See".
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A melhor metamorfose é aquela que acontece em casa. Muitas bandas mudam por causa das suas colaborações - dentro ou fora de casa, isto é, as que acontecem activa ou passivamente - e evoluem à pala dessas brisas de vento que acontecem, sejam ocasionais ou não. Os Bitchin Bajas colaboram muito, estão envolvidos em imensos projectos e desafiam-se enquanto unidade de grupo e, também, na actividade de cada membro do projecto. Eis onde nos apanham na curva, os Bitchin Bajas parecem mudar, evoluir, por causa deles mesmo. O que fazem fora do núcleo dos seus discos parece não interessar para o que farão no passo seguinte. É, à falta de melhor ideia, um sentido de missão. Missão de perceber o que aconteceria se neste momento na história algo tivesse tomado uma outra direcção ou, no caso de "Inland See", o que acontece se abandonarem a ideia de kosmische, despachar a ideia de "synths a flutuar" e incorporar o jazz - que já vinha de outros álbuns deles - como força que segura isto tudo mesmo que, volta e meia, isto não soe a jazz e até seja meio cheesy? Acontece um álbum que é um deleite ouvir. Hoje em dia parece que para um álbum ser bom, tem de ser melhor; ou que para um álbum ter atenção tem de ser algo excepcional. "Inland See" é um álbum que dá muito prazer ouvir. Mesmo muito. Não vai ser um clássico; não é para ser dos melhores do ano; não é para ter grandes realizações pessoais. É só música do caraças, positiva, frontal e relaxada (a desbunda balearico-sad de "Reno" é grande amiga para estar em repeat) e feliz por existir. A verdade é que, na maior parte dos dias, a banda-sonora do dia-a-dia só precisa de ser agradável, deixar-nos felizes e não ter qualquer tipo de limpeza de alma molecular. A grande lição de "Inland See" é que podemos só gostar de música absurdamente bem-disposta, feliz, tocada pela ideia de que amanhã soará exactamente ao mesmo, sem segredos. E depois também. E depois. E depois sigam a conduzir com "Graut" a tocar nas colunas do carro. As vossas viagens serão muito melhores. Hoje não têm de ser os melhores do mundo. Só têm de ouvir "Inland See".
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A melhor metamorfose é aquela que acontece em casa. Muitas bandas mudam por causa das suas colaborações - dentro ou fora de casa, isto é, as que acontecem activa ou passivamente - e evoluem à pala dessas brisas de vento que acontecem, sejam ocasionais ou não. Os Bitchin Bajas colaboram muito, estão envolvidos em imensos projectos e desafiam-se enquanto unidade de grupo e, também, na actividade de cada membro do projecto. Eis onde nos apanham na curva, os Bitchin Bajas parecem mudar, evoluir, por causa deles mesmo. O que fazem fora do núcleo dos seus discos parece não interessar para o que farão no passo seguinte. É, à falta de melhor ideia, um sentido de missão. Missão de perceber o que aconteceria se neste momento na história algo tivesse tomado uma outra direcção ou, no caso de "Inland See", o que acontece se abandonarem a ideia de kosmische, despachar a ideia de "synths a flutuar" e incorporar o jazz - que já vinha de outros álbuns deles - como força que segura isto tudo mesmo que, volta e meia, isto não soe a jazz e até seja meio cheesy? Acontece um álbum que é um deleite ouvir. Hoje em dia parece que para um álbum ser bom, tem de ser melhor; ou que para um álbum ter atenção tem de ser algo excepcional. "Inland See" é um álbum que dá muito prazer ouvir. Mesmo muito. Não vai ser um clássico; não é para ser dos melhores do ano; não é para ter grandes realizações pessoais. É só música do caraças, positiva, frontal e relaxada (a desbunda balearico-sad de "Reno" é grande amiga para estar em repeat) e feliz por existir. A verdade é que, na maior parte dos dias, a banda-sonora do dia-a-dia só precisa de ser agradável, deixar-nos felizes e não ter qualquer tipo de limpeza de alma molecular. A grande lição de "Inland See" é que podemos só gostar de música absurdamente bem-disposta, feliz, tocada pela ideia de que amanhã soará exactamente ao mesmo, sem segredos. E depois também. E depois. E depois sigam a conduzir com "Graut" a tocar nas colunas do carro. As vossas viagens serão muito melhores. Hoje não têm de ser os melhores do mundo. Só têm de ouvir "Inland See".










