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Christs, Redeemers

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Christs, Redeemers

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Disco de transição entre duas fases distintas desta banda, "I, the Mourner of Perished Days" continua a tradição coral principiada pelo disco "All The Waters Of The Earth Turn To Blood", preconizando um apocalipse lírico, com capturas de campo (as que soam ao vento a bater em estruturas finas de aço) em crescendo ao longo da faixa, criando tensão e desconforto. Alinhandos cada vez mais com a lógica da música industrial, "To Attempt Openness" faz rugir - por trás dos lentos riffs em guitarra distorcida e grave - feedbacks e outros ruídos industriais, qual negrume em pleno esplendor, uma fenda abismal aberta perante o ouvinte. The Body parecem mesmo desprover tudo o que é positivo nas composições dos seus discos - pelo fim da segunda faixa, ruído electrónico assume o papel principal, servindo também para uma transição entre dois momentos chave, alentando a faixa e convidando ao torpor e a uma inércia depressiva. Música para quem tem estômago ou ouvidos mais rígidos, já que aqui há poucas noções melódicas, harmónicas ou mesmo "musicais", à falta de melhor palavra, servindo a sua música como um buraco negro que nos puxa, concentricamente, até ao vazio total. Pela altura de "Melt Away", já pouco resta e ainda nem a meio do disco vamos - bateria electrónica, ecoada, dubby, com todo um espectro de cores negativo a preencher o cenário musical, até entrarem novamente os coros que, mais uma vez, criam contraste entre o negrume do combo instrumental e o carácter angelical destas vozes. Com o mesmo efeito em mira, "An Altar or a Grave" sobrepõe cordas esperançosas sobre acordes menores dronados. O inferno e o paraíso em colisão constante. A luz contra a escuridão, o yin e o yang. Haverá quem os salve?

$30.17
Christs, Redeemers
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Disco de transição entre duas fases distintas desta banda, "I, the Mourner of Perished Days" continua a tradição coral principiada pelo disco "All The Waters Of The Earth Turn To Blood", preconizando um apocalipse lírico, com capturas de campo (as que soam ao vento a bater em estruturas finas de aço) em crescendo ao longo da faixa, criando tensão e desconforto. Alinhandos cada vez mais com a lógica da música industrial, "To Attempt Openness" faz rugir - por trás dos lentos riffs em guitarra distorcida e grave - feedbacks e outros ruídos industriais, qual negrume em pleno esplendor, uma fenda abismal aberta perante o ouvinte. The Body parecem mesmo desprover tudo o que é positivo nas composições dos seus discos - pelo fim da segunda faixa, ruído electrónico assume o papel principal, servindo também para uma transição entre dois momentos chave, alentando a faixa e convidando ao torpor e a uma inércia depressiva. Música para quem tem estômago ou ouvidos mais rígidos, já que aqui há poucas noções melódicas, harmónicas ou mesmo "musicais", à falta de melhor palavra, servindo a sua música como um buraco negro que nos puxa, concentricamente, até ao vazio total. Pela altura de "Melt Away", já pouco resta e ainda nem a meio do disco vamos - bateria electrónica, ecoada, dubby, com todo um espectro de cores negativo a preencher o cenário musical, até entrarem novamente os coros que, mais uma vez, criam contraste entre o negrume do combo instrumental e o carácter angelical destas vozes. Com o mesmo efeito em mira, "An Altar or a Grave" sobrepõe cordas esperançosas sobre acordes menores dronados. O inferno e o paraíso em colisão constante. A luz contra a escuridão, o yin e o yang. Haverá quem os salve?