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The Crying Out of Things
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De produção mais cavernosa, percebemos desde logo que The Body não existiria se nunca tivessem ouvido Neurosis e, em particular, "Through Silver in Blood". Percussão tribal arranca "Last Things", com um rolar de timbalões, pandeireta e uma voz grave, soturna, a preencher o espaço. Dos discos mais distintos desta banda, as guitarras soam a um outro instrumento completamente estragado pela distorção. Há faixas que se apoiam em puro harsh noise e vozes assombradas, qual casa espírita a pedir um exorcismo. "A Premonition" faz truques de produção com os berros agudos habituais, criando stacatto sobre percussão electrónica, acordes MIDI, 808 e pratos em triplet - pelo seu fim, o tempo acelera e a percussão, comprimida até à exaustão, ribomba num breakbeat inesperado, sendo este o primeiro álbum de carácter mais funky, ou groovy, dos The Body. "Less Meaning" estraga tudo: bateria, guitarra, tudo é condensado numa bolha amorfa de som, carregada de distorção, qual disco mais próximo às ideias do legado do power electronics e industrial do que do metal. The Body foram, ao longo da sua carreira, extremando a sua música, muito pelo auxílo de tecnologia electrónica, sendo este "The Crying out of Things" a espécie de clímax que já se antevia noutros discos mas que, neste, atinge o seu total esplendor. Música verdadeiramente miserável.
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De produção mais cavernosa, percebemos desde logo que The Body não existiria se nunca tivessem ouvido Neurosis e, em particular, "Through Silver in Blood". Percussão tribal arranca "Last Things", com um rolar de timbalões, pandeireta e uma voz grave, soturna, a preencher o espaço. Dos discos mais distintos desta banda, as guitarras soam a um outro instrumento completamente estragado pela distorção. Há faixas que se apoiam em puro harsh noise e vozes assombradas, qual casa espírita a pedir um exorcismo. "A Premonition" faz truques de produção com os berros agudos habituais, criando stacatto sobre percussão electrónica, acordes MIDI, 808 e pratos em triplet - pelo seu fim, o tempo acelera e a percussão, comprimida até à exaustão, ribomba num breakbeat inesperado, sendo este o primeiro álbum de carácter mais funky, ou groovy, dos The Body. "Less Meaning" estraga tudo: bateria, guitarra, tudo é condensado numa bolha amorfa de som, carregada de distorção, qual disco mais próximo às ideias do legado do power electronics e industrial do que do metal. The Body foram, ao longo da sua carreira, extremando a sua música, muito pelo auxílo de tecnologia electrónica, sendo este "The Crying out of Things" a espécie de clímax que já se antevia noutros discos mas que, neste, atinge o seu total esplendor. Música verdadeiramente miserável.
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De produção mais cavernosa, percebemos desde logo que The Body não existiria se nunca tivessem ouvido Neurosis e, em particular, "Through Silver in Blood". Percussão tribal arranca "Last Things", com um rolar de timbalões, pandeireta e uma voz grave, soturna, a preencher o espaço. Dos discos mais distintos desta banda, as guitarras soam a um outro instrumento completamente estragado pela distorção. Há faixas que se apoiam em puro harsh noise e vozes assombradas, qual casa espírita a pedir um exorcismo. "A Premonition" faz truques de produção com os berros agudos habituais, criando stacatto sobre percussão electrónica, acordes MIDI, 808 e pratos em triplet - pelo seu fim, o tempo acelera e a percussão, comprimida até à exaustão, ribomba num breakbeat inesperado, sendo este o primeiro álbum de carácter mais funky, ou groovy, dos The Body. "Less Meaning" estraga tudo: bateria, guitarra, tudo é condensado numa bolha amorfa de som, carregada de distorção, qual disco mais próximo às ideias do legado do power electronics e industrial do que do metal. The Body foram, ao longo da sua carreira, extremando a sua música, muito pelo auxílo de tecnologia electrónica, sendo este "The Crying out of Things" a espécie de clímax que já se antevia noutros discos mas que, neste, atinge o seu total esplendor. Música verdadeiramente miserável.











