A Little Death
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Depois de um álbum muito orientado para canções pop – “Sentiment” -, Claire Rousay regressa ao microcosmos que criou para nós, o dom de agregar vários poisios de som numa materialização sonora na qual nos sentimos confortáveis em chamar de fílmica. Vai para lá disso, seja porque é uma mistura de várias técnicas, ou melhor, de vários métodos para chegar a um objectivo: field recordings, ambient ou o próprio padrão de banda-sonora. Ou porque o novelo sonoro é também de um cariz pessoal, sem armadura. Essa ausência de proteção é aquilo que nos faz gostar tanto de “Sentiment”, “A Little Death” e grande parte da discografia pré-Thrill Jockey, é música com tantas máscaras mas nunca mascara as intenções e as sensações da sua autora. É, por isso, autenticamente pessoal. Assustadora por revelar tanto. “A Little Death” é a versão não-pop de “Sentiment”, se ali havia as notas/letras para nos orientarmos, aqui há um som que gosta de descobrir em descoberta, que se autoanalisa enquanto se dissipa. Música que não oferece resistência a existir, que é um tratado sobre persistência e um amor não correspondido com o passado: às tantas, ao ouvirmos “A Little Death”, encalhamos na ideia do que é o passado sem o presente vs. o que é o presente sem o passado. Não conseguimos decidir qual o caminho escolhido por Claire Rousay. Diríamos que é impossível para já. Ou seja impossível para sempre, pois está sempre em mudança. Um pequeno grande mimo.
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Depois de um álbum muito orientado para canções pop – “Sentiment” -, Claire Rousay regressa ao microcosmos que criou para nós, o dom de agregar vários poisios de som numa materialização sonora na qual nos sentimos confortáveis em chamar de fílmica. Vai para lá disso, seja porque é uma mistura de várias técnicas, ou melhor, de vários métodos para chegar a um objectivo: field recordings, ambient ou o próprio padrão de banda-sonora. Ou porque o novelo sonoro é também de um cariz pessoal, sem armadura. Essa ausência de proteção é aquilo que nos faz gostar tanto de “Sentiment”, “A Little Death” e grande parte da discografia pré-Thrill Jockey, é música com tantas máscaras mas nunca mascara as intenções e as sensações da sua autora. É, por isso, autenticamente pessoal. Assustadora por revelar tanto. “A Little Death” é a versão não-pop de “Sentiment”, se ali havia as notas/letras para nos orientarmos, aqui há um som que gosta de descobrir em descoberta, que se autoanalisa enquanto se dissipa. Música que não oferece resistência a existir, que é um tratado sobre persistência e um amor não correspondido com o passado: às tantas, ao ouvirmos “A Little Death”, encalhamos na ideia do que é o passado sem o presente vs. o que é o presente sem o passado. Não conseguimos decidir qual o caminho escolhido por Claire Rousay. Diríamos que é impossível para já. Ou seja impossível para sempre, pois está sempre em mudança. Um pequeno grande mimo.
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Depois de um álbum muito orientado para canções pop – “Sentiment” -, Claire Rousay regressa ao microcosmos que criou para nós, o dom de agregar vários poisios de som numa materialização sonora na qual nos sentimos confortáveis em chamar de fílmica. Vai para lá disso, seja porque é uma mistura de várias técnicas, ou melhor, de vários métodos para chegar a um objectivo: field recordings, ambient ou o próprio padrão de banda-sonora. Ou porque o novelo sonoro é também de um cariz pessoal, sem armadura. Essa ausência de proteção é aquilo que nos faz gostar tanto de “Sentiment”, “A Little Death” e grande parte da discografia pré-Thrill Jockey, é música com tantas máscaras mas nunca mascara as intenções e as sensações da sua autora. É, por isso, autenticamente pessoal. Assustadora por revelar tanto. “A Little Death” é a versão não-pop de “Sentiment”, se ali havia as notas/letras para nos orientarmos, aqui há um som que gosta de descobrir em descoberta, que se autoanalisa enquanto se dissipa. Música que não oferece resistência a existir, que é um tratado sobre persistência e um amor não correspondido com o passado: às tantas, ao ouvirmos “A Little Death”, encalhamos na ideia do que é o passado sem o presente vs. o que é o presente sem o passado. Não conseguimos decidir qual o caminho escolhido por Claire Rousay. Diríamos que é impossível para já. Ou seja impossível para sempre, pois está sempre em mudança. Um pequeno grande mimo.











