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Heart of the Congos

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Heart of the Congos

Heart of the Congos

Espiritual, original, extático. Assim se descreve "Heart of the Congos", um disco ímpar. Trio de cantores formado por Ashanti Roy Johnson, Cedric Myton e Watty Burnett nos registos tenor, falsetto e barítono, respectivamente. Alicerçados pelos ritmos sedutores de Sly Dunbar e pelo mix potente, original de Lee Perry. Gravados na Black Ark, com potência tectónica nos sugraves e grooves irresistíveis (já ouviram o rolamento de pratos na abertura de "Fishman"? pura magia musical). Temas sobre enaltecimento espiritual, o folclore jamaicano, a pureza de Jah. Bem ligado à tradição Roots Reggae, mas com um twist: a produção é bem dubby, carregada de efeitos: ecos, delays, reverbs, as habituais liquefacções do som, abstracções sónicas que transcendem a intenção sonora inicial, orgânica, dos instrumentos aqui tocados. Esta expansão sónica permite uma transcendência, uma proximidade maior a ideias espirituais e à da exaltação do corpo e da mente. Psicadélia pura: a maneira como os instrumentos foram gravados criam uma bolha de som completamente, uma cápsula para um outro lugar, alienígena: pela segunda "Congoman", o silêncio abrupto que dá lugar às vozes, qual aparição, não podia ter sido feito de outra forma: a mesa de mistura é um dos instrumentos principais no disco (e na maioria dos discos jamaicanos pós-70s). Hinos litúrgicos, pureza espiritual sob a forma de um disco: "Heart of the Congos" é um dos maiores milagres musicais a sair da Jamaica. Ouvir para crer.

$9.95

Original: $28.43

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Espiritual, original, extático. Assim se descreve "Heart of the Congos", um disco ímpar. Trio de cantores formado por Ashanti Roy Johnson, Cedric Myton e Watty Burnett nos registos tenor, falsetto e barítono, respectivamente. Alicerçados pelos ritmos sedutores de Sly Dunbar e pelo mix potente, original de Lee Perry. Gravados na Black Ark, com potência tectónica nos sugraves e grooves irresistíveis (já ouviram o rolamento de pratos na abertura de "Fishman"? pura magia musical). Temas sobre enaltecimento espiritual, o folclore jamaicano, a pureza de Jah. Bem ligado à tradição Roots Reggae, mas com um twist: a produção é bem dubby, carregada de efeitos: ecos, delays, reverbs, as habituais liquefacções do som, abstracções sónicas que transcendem a intenção sonora inicial, orgânica, dos instrumentos aqui tocados. Esta expansão sónica permite uma transcendência, uma proximidade maior a ideias espirituais e à da exaltação do corpo e da mente. Psicadélia pura: a maneira como os instrumentos foram gravados criam uma bolha de som completamente, uma cápsula para um outro lugar, alienígena: pela segunda "Congoman", o silêncio abrupto que dá lugar às vozes, qual aparição, não podia ter sido feito de outra forma: a mesa de mistura é um dos instrumentos principais no disco (e na maioria dos discos jamaicanos pós-70s). Hinos litúrgicos, pureza espiritual sob a forma de um disco: "Heart of the Congos" é um dos maiores milagres musicais a sair da Jamaica. Ouvir para crer.