Brooklyn Pirates: Neighbourhoods in the Sky, 2014-2021
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Continuando a tradição de recolha de apanhados de rádios pirata (como aconteceu com Bristol Pirates, uma das melhores cápsulas do tempo a que tivemos direito pela Death is Not the End), David Goren arquivou e compilou o que se ouve em "Brooklyn Pirates": socca, dancehall, anúncios de funerais haitianos ou lojas jamaicanas, programas de judeus sefarditas ou recolhas de transmissões de comunidades turcas, reunindo todas as diásporas concentradas em Nova Iorque numa só gravação, provando a diversidade cultural da cidade. Se no Lado A temos um apanhado relativamente inocente (com direito a Shakira e anúncios de auto-ajuda), no lado B entramos num plano mais político, de relevância histórica mais próxima ao nosso tempo, com documentações acerca de George Floyd, a pandemia (com sotaque patois), comentário político americano e resumindo as Rádios Pirata como pilares essenciais de inúmeras comunidades, imigradas ou não, que nela encontram um porto seguro e comunal. Um pedaço importantíssimo de história e jornalismo musical, recuperado e compilado pela Death Is Not the End, editora cujo trabalho incansável de arquivo e arqueologia faz parte dos anais da história como das mais essenciais conservadoras de cultura e som. Uma viagem no tempo, apesar de não muito distante. Daqui a longos anos, "Brooklyn Pirates" irá ser revisitada e tida como objecto de estudo que explicará, afinal, o que andou a acontecer por aqui durante os loucos anos entre 2014 e 2021.
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Continuando a tradição de recolha de apanhados de rádios pirata (como aconteceu com Bristol Pirates, uma das melhores cápsulas do tempo a que tivemos direito pela Death is Not the End), David Goren arquivou e compilou o que se ouve em "Brooklyn Pirates": socca, dancehall, anúncios de funerais haitianos ou lojas jamaicanas, programas de judeus sefarditas ou recolhas de transmissões de comunidades turcas, reunindo todas as diásporas concentradas em Nova Iorque numa só gravação, provando a diversidade cultural da cidade. Se no Lado A temos um apanhado relativamente inocente (com direito a Shakira e anúncios de auto-ajuda), no lado B entramos num plano mais político, de relevância histórica mais próxima ao nosso tempo, com documentações acerca de George Floyd, a pandemia (com sotaque patois), comentário político americano e resumindo as Rádios Pirata como pilares essenciais de inúmeras comunidades, imigradas ou não, que nela encontram um porto seguro e comunal. Um pedaço importantíssimo de história e jornalismo musical, recuperado e compilado pela Death Is Not the End, editora cujo trabalho incansável de arquivo e arqueologia faz parte dos anais da história como das mais essenciais conservadoras de cultura e som. Uma viagem no tempo, apesar de não muito distante. Daqui a longos anos, "Brooklyn Pirates" irá ser revisitada e tida como objecto de estudo que explicará, afinal, o que andou a acontecer por aqui durante os loucos anos entre 2014 e 2021.
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Continuando a tradição de recolha de apanhados de rádios pirata (como aconteceu com Bristol Pirates, uma das melhores cápsulas do tempo a que tivemos direito pela Death is Not the End), David Goren arquivou e compilou o que se ouve em "Brooklyn Pirates": socca, dancehall, anúncios de funerais haitianos ou lojas jamaicanas, programas de judeus sefarditas ou recolhas de transmissões de comunidades turcas, reunindo todas as diásporas concentradas em Nova Iorque numa só gravação, provando a diversidade cultural da cidade. Se no Lado A temos um apanhado relativamente inocente (com direito a Shakira e anúncios de auto-ajuda), no lado B entramos num plano mais político, de relevância histórica mais próxima ao nosso tempo, com documentações acerca de George Floyd, a pandemia (com sotaque patois), comentário político americano e resumindo as Rádios Pirata como pilares essenciais de inúmeras comunidades, imigradas ou não, que nela encontram um porto seguro e comunal. Um pedaço importantíssimo de história e jornalismo musical, recuperado e compilado pela Death Is Not the End, editora cujo trabalho incansável de arquivo e arqueologia faz parte dos anais da história como das mais essenciais conservadoras de cultura e som. Uma viagem no tempo, apesar de não muito distante. Daqui a longos anos, "Brooklyn Pirates" irá ser revisitada e tida como objecto de estudo que explicará, afinal, o que andou a acontecer por aqui durante os loucos anos entre 2014 e 2021.











