Freakmode
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Chicago foi absolutamente seminal no que à matéria House diz respeito. Se nos 80s houve uma disseminação característica pelos clubes e pela vida nocturna da cidade, com ímpeto jack a permear as faixas e uma abordagem DIY, caseira, a conferir atitude e som punk a discos de editoras como, por exemplo, a Dance Mania ou a Trax, nos anos 90 houve um empurrão ainda maior dado a um estilo de elevada permeabilidade. Influenciados por Techno de Detroit, nomes como DJ Deeon começaram a acelerar a velocidade do House da sua cidade natal, cruzando-o com drum machines mais potentes e uma aura de rua mais notória, com letras a alinharem-se com a sedução pretendida em pistas de dança da altura. DJ Deeon foi mesmo um acólito do Ghetto House e "Freakmode" é um exemplo desse trabalho peremptório. "Yo Mouf" é, a este ponto, um hino inconfundível, catchy nas suas letras e nas suas melodias, minimalista nos elementos e com recurso principalmente a samples de voz e a drum machines para tornar tudo eficiente e directo ao assunto. Não há aqui meias medidas nem eufemismos para esconder a mensagem. Misógino? Não vamos entrar por aí, é um produto do seu tempo e são provocações que, mais do que com a pretensa de enfurecer, injuriar, têm o seu lado cómico e apelam ao regozijo em pista de dança - peregunta-se por que tem de ser tudo tão sério, soturno e quadrado, como se vê amplamente nos dias de hoje? a resposta é: não tem. Deeon estava anos-luz à frente dos seus conterrâneos e a sua influência é, ainda hoje, objecto de estudo. Um dos grandes, lado a lado com nomes como Paul Johnson, DJ Assault ou Robert Armani.
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Chicago foi absolutamente seminal no que à matéria House diz respeito. Se nos 80s houve uma disseminação característica pelos clubes e pela vida nocturna da cidade, com ímpeto jack a permear as faixas e uma abordagem DIY, caseira, a conferir atitude e som punk a discos de editoras como, por exemplo, a Dance Mania ou a Trax, nos anos 90 houve um empurrão ainda maior dado a um estilo de elevada permeabilidade. Influenciados por Techno de Detroit, nomes como DJ Deeon começaram a acelerar a velocidade do House da sua cidade natal, cruzando-o com drum machines mais potentes e uma aura de rua mais notória, com letras a alinharem-se com a sedução pretendida em pistas de dança da altura. DJ Deeon foi mesmo um acólito do Ghetto House e "Freakmode" é um exemplo desse trabalho peremptório. "Yo Mouf" é, a este ponto, um hino inconfundível, catchy nas suas letras e nas suas melodias, minimalista nos elementos e com recurso principalmente a samples de voz e a drum machines para tornar tudo eficiente e directo ao assunto. Não há aqui meias medidas nem eufemismos para esconder a mensagem. Misógino? Não vamos entrar por aí, é um produto do seu tempo e são provocações que, mais do que com a pretensa de enfurecer, injuriar, têm o seu lado cómico e apelam ao regozijo em pista de dança - peregunta-se por que tem de ser tudo tão sério, soturno e quadrado, como se vê amplamente nos dias de hoje? a resposta é: não tem. Deeon estava anos-luz à frente dos seus conterrâneos e a sua influência é, ainda hoje, objecto de estudo. Um dos grandes, lado a lado com nomes como Paul Johnson, DJ Assault ou Robert Armani.
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Chicago foi absolutamente seminal no que à matéria House diz respeito. Se nos 80s houve uma disseminação característica pelos clubes e pela vida nocturna da cidade, com ímpeto jack a permear as faixas e uma abordagem DIY, caseira, a conferir atitude e som punk a discos de editoras como, por exemplo, a Dance Mania ou a Trax, nos anos 90 houve um empurrão ainda maior dado a um estilo de elevada permeabilidade. Influenciados por Techno de Detroit, nomes como DJ Deeon começaram a acelerar a velocidade do House da sua cidade natal, cruzando-o com drum machines mais potentes e uma aura de rua mais notória, com letras a alinharem-se com a sedução pretendida em pistas de dança da altura. DJ Deeon foi mesmo um acólito do Ghetto House e "Freakmode" é um exemplo desse trabalho peremptório. "Yo Mouf" é, a este ponto, um hino inconfundível, catchy nas suas letras e nas suas melodias, minimalista nos elementos e com recurso principalmente a samples de voz e a drum machines para tornar tudo eficiente e directo ao assunto. Não há aqui meias medidas nem eufemismos para esconder a mensagem. Misógino? Não vamos entrar por aí, é um produto do seu tempo e são provocações que, mais do que com a pretensa de enfurecer, injuriar, têm o seu lado cómico e apelam ao regozijo em pista de dança - peregunta-se por que tem de ser tudo tão sério, soturno e quadrado, como se vê amplamente nos dias de hoje? a resposta é: não tem. Deeon estava anos-luz à frente dos seus conterrâneos e a sua influência é, ainda hoje, objecto de estudo. Um dos grandes, lado a lado com nomes como Paul Johnson, DJ Assault ou Robert Armani.











