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Guitarras-névoa, vozes reverberadas, angelicais, todo o contínuo de música etérea da 4AD condensado em Inrain, projecto da vocalista de Cranes (Alison Shaw) com um dos membros de A.R. Kane (Rudy Tambala). Disco datado de 1991, sempre de cadência lenta, downtempo, "Grow", por exemplo, pega em acordes de guitarra acústica, vozes fantasmagóricas, lead etéreo e linha de baixo dubby para entregar música elementar, soando às ondas a quebrarem numa longa, quase infinita costa e com a magia branca, purificadora, associada à maresia e aos respectivos ventos marítimos. "...and Julie Rose" conta com um lead em teclas mais loungy, ou naif e, sobre uma secção rítmica também ela dubby - quantas vezes teremos que ser lembrados da permeação do contínuo musical jamaicano na música global? Cria-se uma atmosfera tímida, mas jocosa, com a voz de Alison Shaw cheia de ternura. "Sleep", debativelmente o punctum deste disco, conta com duas versões nesta reedição, uma delas inaudita até agora e é o melhor exemplo da fórmula de Inrain, com dedilhados em guitarra paradisíacos, voz reveladora, teclas em harmonia, bonitas, bateria subtil para trazer tudo o resto à frente na mistura. Música mais do que angelical - música que se encontrava à frente do seu tempo: bonita, delicada e na antecipação de toda uma Dream Pop que viria a surgir na mesma década. Bravo.
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Guitarras-névoa, vozes reverberadas, angelicais, todo o contínuo de música etérea da 4AD condensado em Inrain, projecto da vocalista de Cranes (Alison Shaw) com um dos membros de A.R. Kane (Rudy Tambala). Disco datado de 1991, sempre de cadência lenta, downtempo, "Grow", por exemplo, pega em acordes de guitarra acústica, vozes fantasmagóricas, lead etéreo e linha de baixo dubby para entregar música elementar, soando às ondas a quebrarem numa longa, quase infinita costa e com a magia branca, purificadora, associada à maresia e aos respectivos ventos marítimos. "...and Julie Rose" conta com um lead em teclas mais loungy, ou naif e, sobre uma secção rítmica também ela dubby - quantas vezes teremos que ser lembrados da permeação do contínuo musical jamaicano na música global? Cria-se uma atmosfera tímida, mas jocosa, com a voz de Alison Shaw cheia de ternura. "Sleep", debativelmente o punctum deste disco, conta com duas versões nesta reedição, uma delas inaudita até agora e é o melhor exemplo da fórmula de Inrain, com dedilhados em guitarra paradisíacos, voz reveladora, teclas em harmonia, bonitas, bateria subtil para trazer tudo o resto à frente na mistura. Música mais do que angelical - música que se encontrava à frente do seu tempo: bonita, delicada e na antecipação de toda uma Dream Pop que viria a surgir na mesma década. Bravo.
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Guitarras-névoa, vozes reverberadas, angelicais, todo o contínuo de música etérea da 4AD condensado em Inrain, projecto da vocalista de Cranes (Alison Shaw) com um dos membros de A.R. Kane (Rudy Tambala). Disco datado de 1991, sempre de cadência lenta, downtempo, "Grow", por exemplo, pega em acordes de guitarra acústica, vozes fantasmagóricas, lead etéreo e linha de baixo dubby para entregar música elementar, soando às ondas a quebrarem numa longa, quase infinita costa e com a magia branca, purificadora, associada à maresia e aos respectivos ventos marítimos. "...and Julie Rose" conta com um lead em teclas mais loungy, ou naif e, sobre uma secção rítmica também ela dubby - quantas vezes teremos que ser lembrados da permeação do contínuo musical jamaicano na música global? Cria-se uma atmosfera tímida, mas jocosa, com a voz de Alison Shaw cheia de ternura. "Sleep", debativelmente o punctum deste disco, conta com duas versões nesta reedição, uma delas inaudita até agora e é o melhor exemplo da fórmula de Inrain, com dedilhados em guitarra paradisíacos, voz reveladora, teclas em harmonia, bonitas, bateria subtil para trazer tudo o resto à frente na mistura. Música mais do que angelical - música que se encontrava à frente do seu tempo: bonita, delicada e na antecipação de toda uma Dream Pop que viria a surgir na mesma década. Bravo.











