London Conversation
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Os primeiros álbuns guardam uma mística que lhes é única. Um compacto de ideias virgens, não tocadas pelas possibilidades de uma carreira mais bem sucedida. Daí serem tão arriscadas. Alan McGee goza no livro que escreveu sobre a Creation sobre o segundo álbum dos Ride, de não ser tão bom como o primeiro, porque foram ouvir aquilo a que os críticos os compararam e, nos entretantos, aprenderam a tocar os instrumentos e ficaram mais genéricos (o que é verdade). Nem sempre é preto no branco, no caso de John Martyn "London Conversation" é, de facto, diferente do que veio a seguir, mas também é diferente daquilo que se pensa quando se pensa em Martyn: as ligações ao jazz, um nome na guitarra inglesa que esteve a par e par com outros do seu tempo (pense-se em Eric Clapton, por exemplo), e aos quais, os movimento entre géneros o levaram a ser apelidado como o "pai da trip hop". "London Conversation" é o patinho feio para muitos, para outros uma delícia folk, o melhor álbum de John Martyn. Gravado por tuta e meia - reza a lenda - sai na Island Records em 1967, ainda não tinha vinte anos e, por isso, pouco estragado pelo álcool e as drogas que acompanharam a sua carreira: Martyn viveu sempre nos limites, e os limites fizeram correr histórias de trato difícil, eufemismo para imbecil. "London Conversation" é, também por isso, um álbum diferente. Sem grandiosidade, terreno, pouco convencido de si mesmo e até sem a coisa de um músico a se querer mostrar. É anterior aos álbuns de Nick Drake e, sem comparar talentos, é notável as semelhanças entre eles (sobretudo com "Five Leaves Left") a nível sonoro, uma daquelas coisas em que se pode pensar em que havia claramente uma tendência de como um homem e uma guitarra deveria soar: e não é por acaso que tanto Drake, como Martyn, nos álbuns seguintes começam a derivar para o jazz. "London Conversation" é daquelas pérolas pouco conhecidas fora de alguns circuitos e que vale a pena ser descoberto. Uma delícia folk, de outro tempo, onde mística se mistura com drogas e as drogas ainda não são o demónio na vida de um tipo que se deixou levar por elas.
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Os primeiros álbuns guardam uma mística que lhes é única. Um compacto de ideias virgens, não tocadas pelas possibilidades de uma carreira mais bem sucedida. Daí serem tão arriscadas. Alan McGee goza no livro que escreveu sobre a Creation sobre o segundo álbum dos Ride, de não ser tão bom como o primeiro, porque foram ouvir aquilo a que os críticos os compararam e, nos entretantos, aprenderam a tocar os instrumentos e ficaram mais genéricos (o que é verdade). Nem sempre é preto no branco, no caso de John Martyn "London Conversation" é, de facto, diferente do que veio a seguir, mas também é diferente daquilo que se pensa quando se pensa em Martyn: as ligações ao jazz, um nome na guitarra inglesa que esteve a par e par com outros do seu tempo (pense-se em Eric Clapton, por exemplo), e aos quais, os movimento entre géneros o levaram a ser apelidado como o "pai da trip hop". "London Conversation" é o patinho feio para muitos, para outros uma delícia folk, o melhor álbum de John Martyn. Gravado por tuta e meia - reza a lenda - sai na Island Records em 1967, ainda não tinha vinte anos e, por isso, pouco estragado pelo álcool e as drogas que acompanharam a sua carreira: Martyn viveu sempre nos limites, e os limites fizeram correr histórias de trato difícil, eufemismo para imbecil. "London Conversation" é, também por isso, um álbum diferente. Sem grandiosidade, terreno, pouco convencido de si mesmo e até sem a coisa de um músico a se querer mostrar. É anterior aos álbuns de Nick Drake e, sem comparar talentos, é notável as semelhanças entre eles (sobretudo com "Five Leaves Left") a nível sonoro, uma daquelas coisas em que se pode pensar em que havia claramente uma tendência de como um homem e uma guitarra deveria soar: e não é por acaso que tanto Drake, como Martyn, nos álbuns seguintes começam a derivar para o jazz. "London Conversation" é daquelas pérolas pouco conhecidas fora de alguns circuitos e que vale a pena ser descoberto. Uma delícia folk, de outro tempo, onde mística se mistura com drogas e as drogas ainda não são o demónio na vida de um tipo que se deixou levar por elas.
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Os primeiros álbuns guardam uma mística que lhes é única. Um compacto de ideias virgens, não tocadas pelas possibilidades de uma carreira mais bem sucedida. Daí serem tão arriscadas. Alan McGee goza no livro que escreveu sobre a Creation sobre o segundo álbum dos Ride, de não ser tão bom como o primeiro, porque foram ouvir aquilo a que os críticos os compararam e, nos entretantos, aprenderam a tocar os instrumentos e ficaram mais genéricos (o que é verdade). Nem sempre é preto no branco, no caso de John Martyn "London Conversation" é, de facto, diferente do que veio a seguir, mas também é diferente daquilo que se pensa quando se pensa em Martyn: as ligações ao jazz, um nome na guitarra inglesa que esteve a par e par com outros do seu tempo (pense-se em Eric Clapton, por exemplo), e aos quais, os movimento entre géneros o levaram a ser apelidado como o "pai da trip hop". "London Conversation" é o patinho feio para muitos, para outros uma delícia folk, o melhor álbum de John Martyn. Gravado por tuta e meia - reza a lenda - sai na Island Records em 1967, ainda não tinha vinte anos e, por isso, pouco estragado pelo álcool e as drogas que acompanharam a sua carreira: Martyn viveu sempre nos limites, e os limites fizeram correr histórias de trato difícil, eufemismo para imbecil. "London Conversation" é, também por isso, um álbum diferente. Sem grandiosidade, terreno, pouco convencido de si mesmo e até sem a coisa de um músico a se querer mostrar. É anterior aos álbuns de Nick Drake e, sem comparar talentos, é notável as semelhanças entre eles (sobretudo com "Five Leaves Left") a nível sonoro, uma daquelas coisas em que se pode pensar em que havia claramente uma tendência de como um homem e uma guitarra deveria soar: e não é por acaso que tanto Drake, como Martyn, nos álbuns seguintes começam a derivar para o jazz. "London Conversation" é daquelas pérolas pouco conhecidas fora de alguns circuitos e que vale a pena ser descoberto. Uma delícia folk, de outro tempo, onde mística se mistura com drogas e as drogas ainda não são o demónio na vida de um tipo que se deixou levar por elas.











