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Nuh Skin Up Dub
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Há poucos discos de dub como os de Keith Hudson. Discografia exemplar, com várias provas de força ao longo de vários lançamentos, sempre com uma assinatura mais minimalista em relação aos seus contemporâneos, de percussão afiada, esquelética ("Pick a Dub" será, provavelmente, o melhor exemplo disto) "Nuh Skin Up Dub" é a versão dub do álbum homónimo e que conta com instrumentais de Soul Syndicate processados por ecos e outras reverberações espectrais. O tema-título é um excelente exemplo do processo de Keith Hudson enquanto engenheiro: pela segunda metade da faixa, apenas resta a secção rítmica do tema, mergulhada em efeitos e com correntes de ar a circularem por entre os seus elementos, contribuindo para levitação regrada por parte do ouvinte aquando da escuta do disco. "Mercy" vai fundo com a voz de Hudson em descendência com todos os efeitos nele jorrados, skanks de guitarra ecoados até ao infinito, a bateria liquefeita em reverb, os cowbells a segurarem o groove, sons de pratos em reverso, a poesia de Hudson a pedir piedade ao Senhor, aura devota e música espiritualmente imaculada. "Bad Things" acaba com uma linha de baixo de "Pop! Goes the Weasel". Não há muitos que consigam retirar tanto sumo dos mesmos instrumentais, com as variações a serem feitas pelos processamentos dos efeitos sobre os objectos musicais, criando variedade sónica suficiente e surpreendendo sempre pela sonoplastia. Reggae espacial, interestelar, metafísico. Keith Hudson era mesmo um dos melhores na sua arte.
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Há poucos discos de dub como os de Keith Hudson. Discografia exemplar, com várias provas de força ao longo de vários lançamentos, sempre com uma assinatura mais minimalista em relação aos seus contemporâneos, de percussão afiada, esquelética ("Pick a Dub" será, provavelmente, o melhor exemplo disto) "Nuh Skin Up Dub" é a versão dub do álbum homónimo e que conta com instrumentais de Soul Syndicate processados por ecos e outras reverberações espectrais. O tema-título é um excelente exemplo do processo de Keith Hudson enquanto engenheiro: pela segunda metade da faixa, apenas resta a secção rítmica do tema, mergulhada em efeitos e com correntes de ar a circularem por entre os seus elementos, contribuindo para levitação regrada por parte do ouvinte aquando da escuta do disco. "Mercy" vai fundo com a voz de Hudson em descendência com todos os efeitos nele jorrados, skanks de guitarra ecoados até ao infinito, a bateria liquefeita em reverb, os cowbells a segurarem o groove, sons de pratos em reverso, a poesia de Hudson a pedir piedade ao Senhor, aura devota e música espiritualmente imaculada. "Bad Things" acaba com uma linha de baixo de "Pop! Goes the Weasel". Não há muitos que consigam retirar tanto sumo dos mesmos instrumentais, com as variações a serem feitas pelos processamentos dos efeitos sobre os objectos musicais, criando variedade sónica suficiente e surpreendendo sempre pela sonoplastia. Reggae espacial, interestelar, metafísico. Keith Hudson era mesmo um dos melhores na sua arte.
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Há poucos discos de dub como os de Keith Hudson. Discografia exemplar, com várias provas de força ao longo de vários lançamentos, sempre com uma assinatura mais minimalista em relação aos seus contemporâneos, de percussão afiada, esquelética ("Pick a Dub" será, provavelmente, o melhor exemplo disto) "Nuh Skin Up Dub" é a versão dub do álbum homónimo e que conta com instrumentais de Soul Syndicate processados por ecos e outras reverberações espectrais. O tema-título é um excelente exemplo do processo de Keith Hudson enquanto engenheiro: pela segunda metade da faixa, apenas resta a secção rítmica do tema, mergulhada em efeitos e com correntes de ar a circularem por entre os seus elementos, contribuindo para levitação regrada por parte do ouvinte aquando da escuta do disco. "Mercy" vai fundo com a voz de Hudson em descendência com todos os efeitos nele jorrados, skanks de guitarra ecoados até ao infinito, a bateria liquefeita em reverb, os cowbells a segurarem o groove, sons de pratos em reverso, a poesia de Hudson a pedir piedade ao Senhor, aura devota e música espiritualmente imaculada. "Bad Things" acaba com uma linha de baixo de "Pop! Goes the Weasel". Não há muitos que consigam retirar tanto sumo dos mesmos instrumentais, com as variações a serem feitas pelos processamentos dos efeitos sobre os objectos musicais, criando variedade sónica suficiente e surpreendendo sempre pela sonoplastia. Reggae espacial, interestelar, metafísico. Keith Hudson era mesmo um dos melhores na sua arte.











