Orelha Negra III
Não se trata apenas de hip hop mas, por outro lado, que é o hip hop, na origem, se não uma recombinação de outros géneros? Nesse sentido, Orelha Negra continuam a ocupar um espaço clássico, e não somente por serem portugueses. A ciência da batida é uma dádiva universal e quem a recebe não tem de cumpriri outros requisitos que não a imaginação. Este colectivo, na realidade uma banda, estende o seu funk a um contexto bem mais pop que nos dois álbuns anteriores. As mudanças de tom dentro de cada faixa criam uma dinâmica que, se continua fiel ao livro hip hop e, mais tarde, ao livro do sampling, assume a naturalidade contemporânea do cruzamento de géneros e de épocas. Em 2017, esta miscigenação já é pensada como regra e não necessita de ser justificada perante quem escuta. Álbum ambicioso, épico, hi-fi e cristalino. Se quiserem, ainda, ele tem o funk.
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Não se trata apenas de hip hop mas, por outro lado, que é o hip hop, na origem, se não uma recombinação de outros géneros? Nesse sentido, Orelha Negra continuam a ocupar um espaço clássico, e não somente por serem portugueses. A ciência da batida é uma dádiva universal e quem a recebe não tem de cumpriri outros requisitos que não a imaginação. Este colectivo, na realidade uma banda, estende o seu funk a um contexto bem mais pop que nos dois álbuns anteriores. As mudanças de tom dentro de cada faixa criam uma dinâmica que, se continua fiel ao livro hip hop e, mais tarde, ao livro do sampling, assume a naturalidade contemporânea do cruzamento de géneros e de épocas. Em 2017, esta miscigenação já é pensada como regra e não necessita de ser justificada perante quem escuta. Álbum ambicioso, épico, hi-fi e cristalino. Se quiserem, ainda, ele tem o funk.
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Não se trata apenas de hip hop mas, por outro lado, que é o hip hop, na origem, se não uma recombinação de outros géneros? Nesse sentido, Orelha Negra continuam a ocupar um espaço clássico, e não somente por serem portugueses. A ciência da batida é uma dádiva universal e quem a recebe não tem de cumpriri outros requisitos que não a imaginação. Este colectivo, na realidade uma banda, estende o seu funk a um contexto bem mais pop que nos dois álbuns anteriores. As mudanças de tom dentro de cada faixa criam uma dinâmica que, se continua fiel ao livro hip hop e, mais tarde, ao livro do sampling, assume a naturalidade contemporânea do cruzamento de géneros e de épocas. Em 2017, esta miscigenação já é pensada como regra e não necessita de ser justificada perante quem escuta. Álbum ambicioso, épico, hi-fi e cristalino. Se quiserem, ainda, ele tem o funk.











