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Hubris (10th Anniversary Remaster)

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Hubris (10th Anniversary Remaster)

Hubris (10th Anniversary Remaster)

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Mark Fell, Will Guthrie, Arto Lindsay, Jim O'Rourke, Konrad Sprenger, Joe Talia, Ricardo Villalobos e Keith Fullerton Whitman eram uma dream team em 2016. Continuariam a ser em 2026. Mas olhar para trás e ver que Oren Ambarchi conseguiu reunir este grupo de músicos há dez anos soa agora ainda mais espectacular do que então. O resultado foi "Hubris", o disco mais milagroso de Ambarchi. O melhor? Não vale a pena entrar por aí, porque parte do encanto de "Hubris" - para lá da sua qualidade - é a sua acessibilidade. 40 minutos de música dentro das margens, onde krautrock (Neu!), techno (Villalobos), jazz (será que Ghosted existiria sem "Hubris"?), música cósmica e pop se juntam entre delírios repetitivos e vontades minimais. A música é excecionalmente esquelética, sem gorduras. Na parte 1 as guitarras misturam-se com a percussão num híbrido que parece um constante interlúdio. Tudo estaciona nesta ideia de arranque, minimal contínuo, repetitivo, que agarra durante 21 minutos em que a maior surpresa é o êxtase em que entramos. É como se estivéssemos a ouvir kraut pela primeira vez. A terceira parte soa a Can contido, comprimido, uma ideia que podia estar em cinco segundos de "Tago Mago" e que se estende para lá do esperado: os minutos contam, avançam, mas fica-se preso num loop onde os pequenos elementos que vão surgindo por vezes até passam despercebidos. Hipnótico e pensado, tudo bem racionalizado e, contudo, aqui e ali um pouco free/freak, como se esta música só pudesse existir se a casa também ardesse um bocado. Tão fresco hoje como em 2016. Tão essencial hoje como em 2016. Um dos álbuns mais felizes e realizados da electrónica/experimental/jazz/pop (porque não!!!) contemporânea. Essencial para quem perdeu a primeira viagem. E, para os outros, obrigatório redescobri-lo.

$30.17
Hubris (10th Anniversary Remaster)
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Mark Fell, Will Guthrie, Arto Lindsay, Jim O'Rourke, Konrad Sprenger, Joe Talia, Ricardo Villalobos e Keith Fullerton Whitman eram uma dream team em 2016. Continuariam a ser em 2026. Mas olhar para trás e ver que Oren Ambarchi conseguiu reunir este grupo de músicos há dez anos soa agora ainda mais espectacular do que então. O resultado foi "Hubris", o disco mais milagroso de Ambarchi. O melhor? Não vale a pena entrar por aí, porque parte do encanto de "Hubris" - para lá da sua qualidade - é a sua acessibilidade. 40 minutos de música dentro das margens, onde krautrock (Neu!), techno (Villalobos), jazz (será que Ghosted existiria sem "Hubris"?), música cósmica e pop se juntam entre delírios repetitivos e vontades minimais. A música é excecionalmente esquelética, sem gorduras. Na parte 1 as guitarras misturam-se com a percussão num híbrido que parece um constante interlúdio. Tudo estaciona nesta ideia de arranque, minimal contínuo, repetitivo, que agarra durante 21 minutos em que a maior surpresa é o êxtase em que entramos. É como se estivéssemos a ouvir kraut pela primeira vez. A terceira parte soa a Can contido, comprimido, uma ideia que podia estar em cinco segundos de "Tago Mago" e que se estende para lá do esperado: os minutos contam, avançam, mas fica-se preso num loop onde os pequenos elementos que vão surgindo por vezes até passam despercebidos. Hipnótico e pensado, tudo bem racionalizado e, contudo, aqui e ali um pouco free/freak, como se esta música só pudesse existir se a casa também ardesse um bocado. Tão fresco hoje como em 2016. Tão essencial hoje como em 2016. Um dos álbuns mais felizes e realizados da electrónica/experimental/jazz/pop (porque não!!!) contemporânea. Essencial para quem perdeu a primeira viagem. E, para os outros, obrigatório redescobri-lo.