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Os Pulp são uma das bandas mais fascinantes da Britpop. Nascidos em Sheffield no final dos anos 1970 - sensivelmente na mesma altura dos Cabaret Voltaire e Human League, também da mesma cidade - e foram existindo em crescendo até terem dois álbuns de muito sucesso nos 1990s, “His ‘N’ Hers” e “Different Class”, quando se mudaram para a Island. Grande parte da audiência dos Pulp, e por audiência estamos a falar de quem só conhece canções, conhece os Pulp destes dois álbuns: “Babies”, “Do You Remember The First Time” e, claro, “Common People” e “Disco 2000”. Estávamos em meados dos anos 1990, 1994 e 1995 mais precisamente, e a luta dos Oasis vs. Blur tornava a Britpop numa cena. Foram uma das bandas que beneficiaram desse mediatismo. Com isto não se tira nenhum mérito próprio à banda, a ideia serve apenas para este argumento: quando fizeram uma repentina mudança, com “This Is Hardcore” (1998), mais teatral, ambicioso e, agora, quase três décadas depois, é mais fácil de o achar como o álbum de uma banda à procura da fuga à Britpop que outras bandas tentaram - e conseguiram -, dos Radiohead aos Spiritualized. Falharam, não em termos de qualidade, mas de reconhecimento. O álbum seguinte, “We Love Life” (2001), sentenciou a banda a um fim. Aprendemos nas décadas seguintes que um fim não é um fim e, nestas histórias todas, só os Smiths e os Stone Roses é que nunca, realmente, voltaram. E como um fim não é um fim, “More.” é o capítulo seguinte, duas décadas e meia depois, onde ao segundo tema somos logo presenteados com “Tina”, clássico Pulp, que nos leva a sentir que nada mudou, dos Pulp de “Different Class” ou daqueles de “We Love Life”. Ou seja, Jarvis Cocker continua igual - isso já se sabia, ele esteve sempre presente nestas décadas -, mas o que também continua igual é uma paixão única por aceitar o desafio. “More.” é o roteiro de uma banda à procura de um sucessor para “Different Class” e, por isso, é um disco adulto - muito adulto - à procura das sombras de um passado que ficou por escrever.

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Os Pulp são uma das bandas mais fascinantes da Britpop. Nascidos em Sheffield no final dos anos 1970 - sensivelmente na mesma altura dos Cabaret Voltaire e Human League, também da mesma cidade - e foram existindo em crescendo até terem dois álbuns de muito sucesso nos 1990s, “His ‘N’ Hers” e “Different Class”, quando se mudaram para a Island. Grande parte da audiência dos Pulp, e por audiência estamos a falar de quem só conhece canções, conhece os Pulp destes dois álbuns: “Babies”, “Do You Remember The First Time” e, claro, “Common People” e “Disco 2000”. Estávamos em meados dos anos 1990, 1994 e 1995 mais precisamente, e a luta dos Oasis vs. Blur tornava a Britpop numa cena. Foram uma das bandas que beneficiaram desse mediatismo. Com isto não se tira nenhum mérito próprio à banda, a ideia serve apenas para este argumento: quando fizeram uma repentina mudança, com “This Is Hardcore” (1998), mais teatral, ambicioso e, agora, quase três décadas depois, é mais fácil de o achar como o álbum de uma banda à procura da fuga à Britpop que outras bandas tentaram - e conseguiram -, dos Radiohead aos Spiritualized. Falharam, não em termos de qualidade, mas de reconhecimento. O álbum seguinte, “We Love Life” (2001), sentenciou a banda a um fim. Aprendemos nas décadas seguintes que um fim não é um fim e, nestas histórias todas, só os Smiths e os Stone Roses é que nunca, realmente, voltaram. E como um fim não é um fim, “More.” é o capítulo seguinte, duas décadas e meia depois, onde ao segundo tema somos logo presenteados com “Tina”, clássico Pulp, que nos leva a sentir que nada mudou, dos Pulp de “Different Class” ou daqueles de “We Love Life”. Ou seja, Jarvis Cocker continua igual - isso já se sabia, ele esteve sempre presente nestas décadas -, mas o que também continua igual é uma paixão única por aceitar o desafio. “More.” é o roteiro de uma banda à procura de um sucessor para “Different Class” e, por isso, é um disco adulto - muito adulto - à procura das sombras de um passado que ficou por escrever.

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