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Guitars Infernal

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Guitars Infernal

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Gravado há cerca de dez anos, "Guitars Infernal" regista um momento menos feliz na vida de Roy Montgomery, quando descobriu que a sua parceria tinha uma doença terminal (faleceria em 2021). São canções que reflectem um estado tempestivo, com uma guitarra agressiva, que se ouve como muitas guitarras. O som é incrivelmente lo-fi, cru e, simultaneamente, cristalino. Roy Montgomery voltou a pegar nestes temas porque achou que fazia sentido editá-los em 2026, no estado em que o mundo está. É uma tempestade que reflete a turbulência contemporânea, um álbum de estado de alma, de estados de alma. Ao longo de pouco mais de 35 minutos sentimo-nos sempre lá em cima, coexistindo com uma tempestade, com o sentimento de que se está a ser salvo. É disco-causa, disco-catarse. Música, afinal, salva. Não há enigmas em "Guitars Infernal", apenas uma dose eléctrica de ruído claro, que nos transporta para outros tempos, seja Glenn Branca, sem o puxa acima, vai abaixo, o Wall Of Sound de Phil Spector, ou as apoteoses dos My Bloody Valentine. Há algo disso tudo aqui, um álbum que é tangível por quem ouve música para ser tocado, que procura uma experiência mais do decorar canções, que encontra na música uma forma de viver. Este disco mete-nos no escuro, mas salva-nos. "Guitars Infernal" aponta que se é para fazer isto, não é para fazer bem, é para sempre, eterno. Inacreditável. Para ouvir alto, altíssimo.

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Gravado há cerca de dez anos, "Guitars Infernal" regista um momento menos feliz na vida de Roy Montgomery, quando descobriu que a sua parceria tinha uma doença terminal (faleceria em 2021). São canções que reflectem um estado tempestivo, com uma guitarra agressiva, que se ouve como muitas guitarras. O som é incrivelmente lo-fi, cru e, simultaneamente, cristalino. Roy Montgomery voltou a pegar nestes temas porque achou que fazia sentido editá-los em 2026, no estado em que o mundo está. É uma tempestade que reflete a turbulência contemporânea, um álbum de estado de alma, de estados de alma. Ao longo de pouco mais de 35 minutos sentimo-nos sempre lá em cima, coexistindo com uma tempestade, com o sentimento de que se está a ser salvo. É disco-causa, disco-catarse. Música, afinal, salva. Não há enigmas em "Guitars Infernal", apenas uma dose eléctrica de ruído claro, que nos transporta para outros tempos, seja Glenn Branca, sem o puxa acima, vai abaixo, o Wall Of Sound de Phil Spector, ou as apoteoses dos My Bloody Valentine. Há algo disso tudo aqui, um álbum que é tangível por quem ouve música para ser tocado, que procura uma experiência mais do decorar canções, que encontra na música uma forma de viver. Este disco mete-nos no escuro, mas salva-nos. "Guitars Infernal" aponta que se é para fazer isto, não é para fazer bem, é para sempre, eterno. Inacreditável. Para ouvir alto, altíssimo.